segunda-feira, 13 de julho de 2026

Quando Teremos Notícias Boas?

Cenário externo tem trazido somente pessimismo

velha economia


O conflito entre os EUA e o Irã parece que retomou, com os últimos ataques trocados entre os países

Como esperado, o preço do petróleo voltou a subir.

Não precisamos de ser economistas para saber o que pode acontecer conosco e com o resto do mundo:

1) preços mais altos (inflação sobe)

2) taxas de juros mais altas (Selic, que já está alta, pode estacionar ou parar de descer)

3) recessão (com quedas do PIB e aumento do desemprego). 

Eu mostro que essas consequências ocorrem em diversos países no meu texto no Boletim Informações Fipe, página 36


ALGÚEM SE BENEFICIA?

Sim, outra lição que estamos vivenciando, com início no ano de 2022, especificamente em fevereiro, quando a Rússia invadiu a Ucrânia, é a de que produtores de petróleo saem ganhando, pelo menos no campo energético.

Como esses produtores são exportadores, o preço mais alto do petróleo infla as suas receitas. 

Países árabes, em particular, conseguem acumular boas fatias de dólares e euros nesse cenário. 


PERDEDORES

Países importadores de petróleo costumam ser os mais prejudicados, pois o custo de importar sobe com o aumento do preço do petróleo.

E há o efeito dominó: custo maior da gasolina, custo maior do frete, repasse do custo do frete no preço do produto...

Você entendeu a ciranda.

O resultado é que perdemos poder de compra nesse cenário.

O Brasil importa parte do petróleo usado, portanto, estamos nesse time de perdedores com a alta do preço do petróleo.


FICAMOS MAIS POBRES

Exceto se outros fatores influenciarem o cenário, nós ficaremos mais pobres com a alta do petróleo e a alta da inflação em geral. 

O custo de viver irá subir - nosso poder de compra se reduzirá.

Daí o lado perigoso da inflação: consome parte do nosso orçamento.

Se deixar, isto é, uma inflação descontrolada, irá consumir quantias cada vez maiores. 


HÁ SALVAÇÃO

Claro, o país não precisa somente observar tudo isso acontecer e não agir. 

Podemos, a qualquer período, adotar medidas que melhorem o país, como reformas tributária, comercial e burocrática, que poderiam aumentar a produtividade do país.

A maior produtividade iria gerar mais empregos e maior renda para nós.

O problema é fazer as reformas!

Tenho a impressão que ninguém no país, leia-se políticos, está disposto a enfrentar o custo de aprovar reformas.

São impopulares! Tocam em "direitos".

A população pode reclamar.

E talvez esse seja o maior problema.


NÓS, OS CULPADOS

Como eu argumento no meu ebook, A Estranha Lógica da Economia Brasileira, nós brasileiros temos culpa no cartório!

Não apoiamos reformas que poderiam melhorar o país e aumentar a nossa renda. 

Essas altas nos preços do petróleo iriam incomodar, mas não causariam todo o estrago esperado.

Da mesma forma, as tarifas (bizarras) de Donald Trump iriam incomodar, mas um país com alta produtividade e competitividade internacional não sofreria muito com elas.  

Não é o nosso caso.

Por isso a continuação do conflito entre os EUA e o Irã é preocupante para nós.

Vai nos atingir.








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