terça-feira, 20 de outubro de 2026

O Que Taiwan Pode Fazer Conosco?

A distância não seria um empecilho

velha economia


Há quem busque momentos mais tranquilos na história da humanidade para argumentar que estamos vivendo em uma era "atípica".

Atípica pelas constantes guerras, conflitos e a recente pandemia.

Eu tenho minhas dúvidas.

E se a história é mais ou menos como estamos a vivenciando? 

Com variados conflitos?

Quando lemos livros de história, podemos ter a falsa impressão de tempos calmos e pacíficos. 

A verdade é que, embora essa leitura nos ajude, ela não nos fornece o contexto vivido na prática.

Nenhum livro nos dá essa experiência.


INVESTIMENTOS

A compreensão de que talvez a regra seja viver em meio a um mar agitado pode ajudar investidores. 

Imagine o investidor que postergue aportes e a realização de investimentos porque deseja um momento mais tranquilo para investir.

Um momento sem guerras?

Sem atritos entre líderes nacionais?

Esse investidor perderia tempo de investimento.

E vale lembrar: o tempo, nos investimentos, trabalha a nosso favor.

Quanto maior o tempo que o seu capital está aplicado, rendendo juros, se acumulando, maior será o seu patrimônio. 

Portanto, o bom e precavido investidor aprende a realizar os seus investimentos em quaisquer atmosferas.

O ponto é se ajustar e se adaptar. 


FALEMOS DE TAIWAN

Por que Taiwan? 

Taiwan concentra 70% de toda a produção global de semi condutores, os famosos microchips, ou simplesmente chips, que são usados em aparelhos eletrônicos.

Se por acaso algo ocorrer com Taiwan e a produção parar, todo o planeta iria sentir.

Como sei disso?

Porque vivemos justamente essa situação durante a COVID-19.

Os preços de automóveis e aparelhos domésticos dispararam. 

Taiwan, portanto, é outra fonte de incerteza e possível crise econômica.

Os Estados Unidos da América e a China estão de olhos abertos em Taiwan.


E O BRASIL?

O Brasil pode sofrer efeitos negativos de possíveis eventos em Taiwan. 

É o que eu mostro na minha publicação na revista EconomiaA, a revista de economia da ANPEC.

Se a produção de chips se reduzir ou parar, o seu preço tenderia a subir, gerando uma recessão no Brasil, com quedas da produção industrial e do comércio internacional.

Eu explorei um pouco mais e mostrei também que as emissões de gás carbônico também se reduziriam, o que é quase mecânico, pois a desaceleração da economia é relacionada com a queda de emissões de gases poluentes. 


MAS...

Eu também mostro que há uma tendência das empresas atualizarem o seu maquinário em favor de tecnologias que agridem menos o planeta, emitindo menor quantidade de gás carbônico. 

Por que empresas fariam isso?

Esse é um ponto que eu não respondo - o método que utilizei não permite responder a essa interessante questão.

Há candidatos:

i) empresas podem estar comprometidas com a transição energética e com o combate ao aquecimento global

ii) crédito público subsidiando a aquisição de tecnologias que ajudam o planeta

iii) pressão da sociedade para que a empresa tenha esse comportamento

iv) vantagem no custo de produzir energia renovável, que depende de fontes naturais, como o sol, o vento e a água.

Trabalhos futuros podem responder essa questão.


E vida que segue, meus amigos!

Que continuemos a estudar, a trabalhar e a escrever.  

(Yes, eu fico empolgado quando consigo publicar um artigo)

(Não é muito fácil publicá-los - exige um pouco de suor e insistência)

Com todo o viés de ser o autor do artigo, eu o considero interessante ao capturar efeitos internacionais aqui no Brasil.

O artigo pode ser visto aqui. 







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