A distância não seria um empecilho
Há quem busque momentos mais tranquilos na história da humanidade para argumentar que estamos vivendo em uma era "atípica".
Atípica pelas constantes guerras, conflitos e a recente pandemia.
Eu tenho minhas dúvidas.
E se a história é mais ou menos como estamos a vivenciando?
Com variados conflitos?
Quando lemos livros de história, podemos ter a falsa impressão de tempos calmos e pacíficos.
A verdade é que, embora essa leitura nos ajude, ela não nos fornece o contexto vivido na prática.
Nenhum livro nos dá essa experiência.
INVESTIMENTOS
A compreensão de que talvez a regra seja viver em meio a um mar agitado pode ajudar investidores.
Imagine o investidor que postergue aportes e a realização de investimentos porque deseja um momento mais tranquilo para investir.
Um momento sem guerras?
Sem atritos entre líderes nacionais?
Esse investidor perderia tempo de investimento.
E vale lembrar: o tempo, nos investimentos, trabalha a nosso favor.
Quanto maior o tempo que o seu capital está aplicado, rendendo juros, se acumulando, maior será o seu patrimônio.
Portanto, o bom e precavido investidor aprende a realizar os seus investimentos em quaisquer atmosferas.
O ponto é se ajustar e se adaptar.
FALEMOS DE TAIWAN
Por que Taiwan?
Taiwan concentra 70% de toda a produção global de semi condutores, os famosos microchips, ou simplesmente chips, que são usados em aparelhos eletrônicos.
Se por acaso algo ocorrer com Taiwan e a produção parar, todo o planeta iria sentir.
Como sei disso?
Porque vivemos justamente essa situação durante a COVID-19.
Os preços de automóveis e aparelhos domésticos dispararam.
Taiwan, portanto, é outra fonte de incerteza e possível crise econômica.
Os Estados Unidos da América e a China estão de olhos abertos em Taiwan.
E O BRASIL?
O Brasil pode sofrer efeitos negativos de possíveis eventos em Taiwan.
É o que eu mostro na minha publicação na revista EconomiaA, a revista de economia da ANPEC.
Se a produção de chips se reduzir ou parar, o seu preço tenderia a subir, gerando uma recessão no Brasil, com quedas da produção industrial e do comércio internacional.
Eu explorei um pouco mais e mostrei também que as emissões de gás carbônico também se reduziriam, o que é quase mecânico, pois a desaceleração da economia é relacionada com a queda de emissões de gases poluentes.
MAS...
Eu também mostro que há uma tendência das empresas atualizarem o seu maquinário em favor de tecnologias que agridem menos o planeta, emitindo menor quantidade de gás carbônico.
Por que empresas fariam isso?
Esse é um ponto que eu não respondo - o método que utilizei não permite responder a essa interessante questão.
Há candidatos:
i) empresas podem estar comprometidas com a transição energética e com o combate ao aquecimento global
ii) crédito público subsidiando a aquisição de tecnologias que ajudam o planeta
iii) pressão da sociedade para que a empresa tenha esse comportamento
iv) vantagem no custo de produzir energia renovável, que depende de fontes naturais, como o sol, o vento e a água.
Trabalhos futuros podem responder essa questão.
E vida que segue, meus amigos!
Que continuemos a estudar, a trabalhar e a escrever.
(Yes, eu fico empolgado quando consigo publicar um artigo)
(Não é muito fácil publicá-los - exige um pouco de suor e insistência)
Com todo o viés de ser o autor do artigo, eu o considero interessante ao capturar efeitos internacionais aqui no Brasil.
O artigo pode ser visto aqui.

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