Terras raras serão nossa salvação?
Temos reservas de minerais críticos, especialmente terras raras.
O planeta precisa, urgentemente, de
minerais críticos.
Sim, isso coloca o Brasil em uma boa
posição.
Teoricamente.
Mas há o risco de que não iremos conseguir
transformar essa abundância de recursos em prosperidade.
Tem sido assim na nossa história.
Por que mudaria agora?
UM POUCO DE OTIMISMO, POR FAVOR
Recentemente, o presidente Lula assinou a lei que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A medida busca tornar
o uso de nossas reservas em emancipação econômica.
Por exemplo, ao invés de exportar minérios
críticos em estado bruto, poderíamos refiná-los, processá-los e manufaturá-los. O valor
exportado seria muito maior.
Há quem acredite que apenas exportar
matérias primas não é o suficiente para o país se desenvolver – precisamos
adicionar valor aos produtos que exportamos.
Esse é o objetivo da nova lei, a
qual prevê competição entre empresas nacionais e internacionais e subsídios
para pesquisa e desenvolvimento para minerais.
O PESSIMISMO RETORNA
Estou cético com o objetivo porque nós nem
mesmo temos uma empresa que explora terras raras, para dar um exemplo.
Há quem defenda a criação de uma estatal
para monopolizar a atividade de exploração de minerais críticos. Mais uma
estatal... Mais um monopólio...
Verdade que o marco assinado por Lula tem
uma visão mais moderna.
Esperemos os próximos dias para analisar
mais detalhes da medida.
PALPITES
A convite do The Dialogue, um think tank dedicado a discussões de temas econômicos, energéticos e ambientais, escrevi
comentários sobre essa medida seguindo o raciocínio anterior. A matéria
completa está aqui, a qual conta com outros dois especialistas no tema.
Eu adicionei que o Brasil possui 23% de
todas as reservas de terras raras do planeta, mas que produzimos apenas 1% da
terra rara do planeta (abaixo eu colo uma parte da matéria):
Há margem para melhorarmos.
E, quem sabe, usarmos nossos recursos para nos tornarmos um país mais rico.
Veja, termino o texto com um pouco de otimismo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário