quinta-feira, 2 de abril de 2026

Vai nos Atingir

Não tem como escapar da guerra dos EUA com o Irã

velha economia


Se a China se tornar a potência econômica, política e geopolítica nas próximas décadas, isso seria um problema?

Contextualizando com os dias atuais, a potência atual, os Estados Unidos da América (EUA), está guerreando com o Irã.

Há quem critique os EUA pelo fato do país intervir em vários outros países. 

Nos últimos meses, vimos a intervenção dos EUA na Venezuela, e agora no Irã.

No passado, os EUA tiveram outras tantas guerras. Algumas vitoriosas, como as Guerras Mundiais, e outras desastrosas, como a guerra do Vietnã. 


É UM PROBLEMA DA GRANDEZA

Antes dos EUA, a potência global era a Inglaterra, e como os EUA, ela também gostava de uma guerrinha. 

A Inglaterra superou a Holanda como potência mundial, e a Holanda, Portugal. Todos guerreavam.

Me parece que o país que se torna potência tem essa tendência a agredir outros.

Vá saber por quê!

Atualmente, a China não tem guerreado com outras nações.

Por enquanto?

Se a história serve para nos guiar no futuro, tudo indica que a China, se ela conseguir se tornar a potência mundial, irá agredir outras nações. 


QUAL A ESTRATÉGIA CHINESA?

A China tem apostado na inteligência artificial (IA) e na transição energética

Há indícios que os chineses irão dominar a IA. Os próximos anos nos dirão.

Na transição energética, talvez porque é uma das áreas nas quais pesquiso e estudo, me parece mais claro o papel líder que os chineses estão assumindo.

Cada vez mais.

Quando o resto do mundo acordar, os chineses já estarão dominando mercados energéticos.

É o caso das terras raras, mineral crítico para a produção de energia eólica, veículos elétricos e dispositivos elétricos, como baterias.

A China é praticamente monopolista neste mercado.

Os chineses estão chegando.


E A SENSIBILIDADE?

Mercados financeiros são sensíveis a quase tudo que acontece na economia.

Mesmo o que não acontece pode afetá-los!

Basta que os participantes do mercado acreditem que algo possa ocorrer. 

Eu mostro que as taxas de câmbio se alteram quando países elevam tanto a produção quanto o consumo de energia renovável no texto do Boletim de Informações Fipe deste mês. Veja aqui (página 8). 

É um resultado natural. Como consumidores e produtores alteram os seus comportamentos, a economia também responde a essas mudanças.

Mas voltemos a falar da guerra.


COMO NÓS FICAMOS?

É a velha regrinha que eu explico no ebook A Estranha Lógica da Economia Brasileira: como vivemos em um mundo globalizado e integrado, o que atinge o país A, não importa o quão distante e longe, irá nos afetar.

A guerra dos EUA com o Irã vai nos afetar.

Apesar dos bombardeios estarem a aproximadamente 12 mil quilômetros de distância (distância de uma linha reta entre Irã e Brasil), a economia sempre tem um jeito de nos cutucar.

A atenção está nos preços do petróleo, que têm subido constantemente. 

Bem, na verdade a guerra já chegou até aqui: os preços de gasolina nas bombas dos postos foram reajustados.

Se essa despropositada e insensata guerra continuar, os preços irão se elevar ainda mais.

Não sou especialista em guerras, mas estou com a impressão que os EUA, se insistirem na guerra, invadindo o Irã por terra, podem repetir algo da guerra do Vietnã.

Como economista, posso dizer que, para além do custo humano e emocional,

quanto desperdício de recursos!


PERDENDO O FOCO

Os EUA têm a concorrência da China nos setores tecnológicos, de IA e na transição energética.

E estão simplesmente descarregando e jogando recursos em uma ofensiva que pouco irá reposicionar o país na dianteira geopolítica.

Para quem argumenta que os EUA estão em declínio, o governo de Donald Trump sem dúvidas acelerou essa tendência.

O primeiro golpe, o qual defendi que era um tiraço (de escopeta, fuzil, lança-mísseis, pode escolher) no próprio pé, foram as tarifas comerciais. 

Uma grande insensatez em termos econômicos.

Difícil de justificá-las (e alguns tentam justificar!!!).

Agora essa guerra que está drenando recursos do Estado, desviando a atenção do que seria realmente necessário e elevando o custo de vida.

Custo de vida que, diga-se de passagem, irá prejudicar a imagem de quem iniciou a guerra.








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