É possível preservar o planeta e gerar crescimento econômico?
Nicholas Stern é um dos principais proponentes da agenda verde: políticas públicas para conciliar a redução do desmatamento e promover a sustentabilidade ambiental com o crescimento econômico. Neste sentido, a obra A História do Crescimento do Século XXI: A Economia e as Oportunidades da Ação Climática é um resumo de sua agenda profissional.
O objetivo do livro é mostrar que é possível termos crescimento econômico com a preservação do planeta. As duas coisas não são mutuamente excludentes.
Portanto, países poderiam ficar mais ricos e ao mesmo tempo mais verdes, com a conservação de suas florestas e biodiversidade.
Sim, é um objetivo ambicioso.
Mas a obra se esforça em mostrar que é possível.
É REALMENTE POSSÍVEL?
Nicholas nos diz que a ação climática gera crescimento econômico.
Pense nos desastres ambientais, como as inundações que destroem a infraestrutura de cidades (como minha cidade natal, Ubá, passou recentemente por isso, estou vivendo o que o livro me mostrou e o que estou escrevendo).
A destruição de ruas, do comércio e de casas coloca um custo enorme sobre a população.
De novo sobre Ubá? As lojas Pernambucanas e Americanas decidiram fechar e sair da cidade de forma permanente.
Teremos pessoas desempregadas, que consumirão menos (portanto, a economia vai girar menos) e menor oferta de produtos.
É um tipo de empobrecimento da cidade e da região.
Neste sentido, a ação climática (aumentar a permeabilidade do solo, rios e bueiros limpos, drenagem eficiente e preservar áreas verdes), que poderia evitar inundações, teria mantido as lojas na cidade, teria evitado todo o prejuízo da população.
Veja que a ação climática funcionaria como uma proteção, um seguro contra tragédias ambientais.
O livro inova ao argumentar que devemos cuidar do capital natural, que corresponde à área verde, como florestas, ar, água, oceano e terra. Não faz sentido destruir o capital natural para gerar crescimento da renda, como ocorreu no passado.
Exemplo atual é a China, a qual percebeu a degradação da qualidade do seu ar, e tem tomado medidas para melhorá-lo, ou seja, melhorar o seu capital natural. Como um burocrata chinês mencionou: "de que adianta o país se tornar rico se o seu ar não pode ser respirado?"
Há evidência de que o custo da energia limpa, como a solar e a eólica, juntamente com o custo de baterias, está se reduzindo, abrindo espaço para a expansão desse tipo de energia.
Abaixo eu coloco uma das figuras do livro que evidencia essa queda.

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