Banqueiros estão atentos aos mercados de petróleo
Primeiro texto de 2026. Que iniciemos as lutas nesse novo ano!
Há quem diga que o ano de fato começa, no Brasil, após o Carnaval. Se este é o caso, então o ano de 2026 começaria somente no final de Fevereiro.
Brincadeiras de lado, eu voltei a estudar e trabalhar no domingo, 4 de janeiro.
Hoje eu escrevo sobre minha primeira publicação científica, o artigo Choques de Petróleo e Taxas de Juros em Economias Grandes (no original: Oil price shocks and interest rates in major economies). Ele foi publicado na revista International Economics and Economic Policy, juntamente com o professor André Mollick.
Nós mostramos que quando os preços do petróleo sobem, os bancos centrais também sobem suas taxas de juros.
Argumentamos que parte desse resultado decorre do aumento da inflação nacional que os preços de petróleo geram. Como usamos derivados de petróleo, em especial combustível, há o repasse de preços maiores sobre o custo de vida.
O frete fica mais caro.
Outra justificativa é a que as taxas de câmbio sobem (depreciam): quando o câmbio se deprecia, se torna mais custoso importar mercadorias. Ou seja, os preços também sobem.
Há exceções. Países que produzem e exportam petróleo não têm depreciações da moeda, mas apreciações: o custo de importar cai.
Por que? Porque esses países passam a receber mais moedas internacionais por conta das exportações de petróleo (o preço maior do petróleo beneficia exportadores).
E a entrada de moeda internacional, como dólares e euros, gera a apreciação da moeda nacional.
Os bancos centrais sobem as taxas de juros para barrar os aumentos dos preços.
De forma interessante, vimos que na Rússia isso não ocorre. Talvez porque preços maiores de petróleo beneficiam a economia russa, com entrada de dólares.
O banco central russo reduz sua taxa de juros.
Claro, tudo isso foi mostrado usando matemática e estatística avançadas (econometria). Utilizamos um modelo que agrega vários países no mesmo sistema (não é trivial fazer isso).
O ano começou produtivo por aqui.
Agora é continuar as lutas diárias para aumentar a produção e melhorar a qualidade dessa produção.
Como nos ensina David Goggins: sempre tente melhorar; descanse no final, não no meio da trajetória.
O artigo publicado por ser visto aqui.

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