Quem larga na frente costuma ter maior vantagem
Na Revolução Industrial do século XIX, a Inglaterra largou na frente, se industrializou, liderou o processo e ficou rica. Outros países, com o tempo, seguiram o seu exemplo. Ainda hoje há uma turminha que tenta se industrializar - com pouco sucesso.
Há outros, como o Brasil, que lamentam a queda da indústria - processo cunhado de desindustrialização.
E HOJE?
Recentemente, os Estados Unidos lideraram a revolução da tecnologia de informação e comunicação, com empresas famosas como a Microsoft, a Google e a Apple.
E a próxima revolução, quem irá liderar?
Há quem diga que a próxima revolução irá envolver a inteligência artificial (IA).
Se este é o caso, há indícios de que a China pode tomar a dianteira dos EUA.
OUTRA REVOLUÇÃO?
Além da mudança que a IA irá gerar, temos também a transição energética.
Por exemplo, no livro que fiz uma resenha (clique aqui para lê-la), A História do Crescimento no Século XXI, o autor argumenta que a próxima revolução industrial não será focada na IA, mas na energia renovável.
Será?
Certamente o futuro irá envolver tanto a IA quanto a transição energética, mas se a pauta energética irá se concretizar em uma revolução é questionável.
Mas se esse for o caso, temos que a China (de novo ela!) está muito bem posicionada.
3 GRÁFICOS PARA ILUSTRAR O MOMENTO CHINÊS
O primeiro gráfico mostra as exportações de bens elétricos chineses. Não são quaisquer bens, são os essenciais para a transição energética, como baterias e acessórios de carros elétricos. Note que a China tem exportado quantias crescentes.
A próxima figura mostra que países estão se tornando cada vez mais dependentes da China, importando muitos bens elétricos. A entrada de carros elétricos da BYD no Brasil reforçam esse ponto. Não é por menos que os chineses, de forma bem sucedida, conseguiram ameaçar os EUA de Trump com o embargo de terras raras.
Por falar em terras raras, mineral crítico essencial para a produção de energia renovável, a China é a maior produtora do planeta. A próxima figura mostra a produção desse mineral. Note que a parcela cinza, correspondente à China, engloba quase todo o mercado.
Todos esses gráficos estão no meu texto publicado no boletim informações FIPE desse mês. Veja aqui, na página 39, onde explico em maiores detalhes a estratégia chinesa.
PREVISÕES
Falar do futuro é sempre muito difícil, mas podemos nos beneficiar das evidências que temos.
Sim, a China parece estar na frente dos demais países tanto na IA quanto na transição energética.
Não, isso não implica que a China irá tomar o lugar de potência mundial dos EUA.
Ainda que Trump esteja ajudando a China em sua ascensão, visto os sucessivos erros de Trump nas esferas econômica e geopolítica, não vejo a China superando os EUA no futuro próximo.
Todavia, muita coisa pode acontecer.
O que é certo é que nesse futuro os chineses estarão presentes - provavelmente desempenhando papel relevante na formulação da ordem mundial.

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